Amizade


26/04/2005


As Três Peneiras


Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:

- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...
Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o chefe, apartou:
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, chefe?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...
E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
- Então sua historia já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, chefe! - diz Olavo, assustado.
- Então, - continua o chefe - sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Não, chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar - fala Olavo, surpreendido.
- Pois é, Olavo, já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todos usassem essas peneiras? - diz o chefe e continua: - Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo destas três peneiras: VERDADE, BONDADE e NECESSIDADE, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque: pessoas inteligentes falam sobre idéias, pessoas comuns falam sobre coisas, pessoas medíocres falam sobre pessoas

Escrito por Vado às 09h48
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18/04/2005


Culpado ou Inocente

Conta-se uma lenda antiga da Idade Média, que um homem muito religioso foi injustamente acusado de ter assassinado uma mulher.

Na verdade o autor do crime, era uma pessoa muito influente do reino e eles precisavam encontrar um "bode expiatório", para acobertar o verdadeiro assassino.

O homem inocente foi levado à julgamento, já temendo o resultado: A FORCA.

Ele sabia que tudo iria ser feito para condená-lo e que teria pouquíssimas chances de sair vivo.

O juiz fez uma proposta, para que o acusado provasse a sua inocência.

Disse o juiz:

- Como sou de uma profunda religiosidade, vou deixar sua sorte nas mãos do Senhor. Vou escrever em um pedaço de papel a palavra INOCENTE e no outro papel vou escrever CULPADO. Você pegará um dos papeizinhos fechados e aquele que você escolher será o seu veredicto.

O Senhor determinará o seu destino.

Sem que o acusado percebesse, o juiz preparou os dois papeis e escreveu CULPADO em ambos, de maneira que não existia nenhuma possibilidade do acusado livrar-se da forca.

O juiz colocou os dois papeis na mesa e disse ao acusado para escolher um.

O homem pensou por alguns instantes...aproximou-se da mesa...pegou um dos papeis, colocou-o na boca e... engoliu !!!!

Os presentes ao julgamento reagiram surpresos e indignados com a atitude do homem:

- Mas o que você fez? E agora? Como vamos saber o veredicto?

- É muito fácil. - Respondeu o homem. - Basta ler o outro pedaço de papel que sobrou e vão saber que aquele que eu engoli, estava escrito ao contrário.

Imediatamente o homem foi declarado inocente!!

Escrito por Vado às 09h58
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10/04/2005


AS DUAS JÓIAS

Narra antiga lenda árabe, que um rabino, religioso dedicado, vivia muito feliz com sua família. Esposa admirável e dois filhos queridos. Certa vez, por imperativos da religião, o rabino empreendeu longa viagem ausentando-sedo lar por vários dias.

No período em que estava ausente, um grave acidente provocou a morte dos dois filhos amados.
A mãezinha sentiu o coração dilacerado de dor. No entanto, por ser uma mulher forte, sustentada pela fé e pela confiança em Deus, suportou o choque com bravura.

Todavia, uma preocupação lhe vinha a mente: como dar ao esposo a triste notícia?

Sabendo-o portador de insuficiência cardíaca, temia que não suportasse tamanha comoção.

Lembrou-se de fazer uma prece. Rogou a Deus auxílio para resolver a difícil questão. Alguns dias depois, num final de tarde, o rabino retornou ao lar.

Abraçou longamente a esposa e perguntou pelos filhos...

Ela pediu para que não se preocupasse.

Que tomasse o seu banho, e logo depois ela lhe falaria dos moços. Alguns minutos depois estavam ambos sentados a mesa. Ela lhe perguntou sobre a viagem, e logo ele perguntou novamente pelos filhos.

A esposa, numa atitude um tanto embaraçada, respondeu ao marido:

* Deixe os filhos. Primeiro quero que me ajude a resolver um problema que considero grave. O marido, já um

pouco preocupado perguntou:

* que aconteceu? Notei você abatida ! Fale ! Resolveremos juntos, com a ajuda de Deus. Enquanto você esteve ausente, um amigo nosso visitou-me e deixou duas jóias de valor incalculável, para que as guardasse. São jóias muito preciosas! Jamais vi algo tão belo! O problema é esse ! Ele vem buscá-las e eu não estou disposta a devolvê-las, pois já me afeiçoei a elas. O que você me diz? Ora mulher! Não estou entendendo o seu comportamento! Você nunca cultivou vaidade!... Por que isso agora? É que nunca havia visto jóias assim! São maravilhosas!
* Podem até ser, mas não lhe pertencem! Terá que devolvê-las.

* Mas eu não consigo aceitar a idéia de perdê-las!

E o rabino respondeu com firmeza: ninguém perde o que não possui. Retê-las equivaleria a roubo!

* Vamos devolvê-las, eu a ajudarei. Faremos isso juntos, hoje mesmo.

* Pois bem, meu querido, seja feita a sua vontade. O tesouro será devolvido.

Na verdade isso já foi feito. As jóias preciosas eram nossos filhos.

* Deus os confiou a nossa guarda, e durante a sua viagem veio buscá-los.

Eles se foram...O rabino compreendeu a mensagem.

Abraçou a esposa, e juntos derramaram grossas lágrimas.


Quantas vezes tomamos posse de algo que não nos pertence??? Talvez nossas vidas fossem muito mais calmas se entendêssemos que tudo que temos foi concedido por Deus...

Escrito por Vado às 09h00
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08/04/2005


A Borboleta

 "Um dia, uma pequena abertura apareceu em um casulo. Um homem sentou e observou a  borboleta por varias horas, à medida em que ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco. Então pareceu que ela parou de fazer qualquer  progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais longe.

Então o homem decidiu ajudar a borboleta. Ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo.  A borboleta então saiu  facilmente. Mas seu corpo estava murcho e era pequeno e tinha as asas  amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta porque ele esperava que, a qualquer momento, as  asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo, que iria se afirmar a tempo. Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto da sua vida rastejando com um  corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar ".

O que o homem, em sua   gentileza e vontade de ajudar, não compreendia era que o casulo apertado e o esforço necessário  para a borboleta passar através da pequena abertura era o modo com que Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as suas asas, de modo que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo. Algumas vezes, o esforço é justamente o que precisamos em  nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele  nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos ter sido. Nós nunca poderíamos voar.

- Eu pedi Força... e Deus me deu Dificuldades para me fazer forte.

- Eu pedi Sabedoria... e Deus me deu Problemas para resolver.

- Eu pedi Prosperidade... e Deus me deu Cérebro e Músculos para trabalhar.

- Eu pedi Coragem... e Deus me deu Perigo para superar.

- Eu pedi Amor... e Deus me deu pessoas com Problemas para ajudar.

- Eu pedi Favores... e Deus me deu Oportunidades.

- Eu não recebi nada do que pedi... Mas eu recebi tudo de que precisava.

Muitos são os obstáculos e em tudo Deus tem um propósito para nossa vidas!

Escrito por Vado às 10h51
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05/04/2005


AS SETE REGRAS DE PARACELSO


1. Melhorar a saúde.

Para tal há que respirar com a maior freqüência possível, de forma profunda e rítmica, enchendo bem os pulmões, ao ar livre ou assomado a uma janela. Beber diariamente dois litros de água, comer muitas frutas, mastigar os alimentos do modo mais perfeito possível, evitar o álcool, o tabaco e os medicamentos, a menos que estejas submetido a algum tratamento por alguma causa grave. Tomar banho diariamente, é um hábito que deves à tua própria dignidade.


2. Despego absoluto de teu ânimo, por mais motivos que existam, a toda idéia de pessimismo, rancor, ódio, tristeza, vingança e pobreza.

Fugir como se fosse da peste, de todas as pessoas maledicentes, viciosas, ruins, indolentes, invejosas, vaidosa ou vulgares e inferiores por natureza baixa de entendimento ou por tópicos sensualistas que formam a base de seus discursos ou ocupações. O cumprimento desta regra é de importância decisiva: trata-se de mudar a contextura espiritual da tua alma. É o único meio de mudar o teu destino, pois este depende de nossos atos e pensamentos. O azar não existe.


3. Faz todo o bem possível.

Auxilia a todo o desgraçado sempre que possas, mas jamais tenhas debilidades por nenhuma pessoa. Deves cuidar de tuas próprias energias e fugir de todo o sentimentalismo.


4. Há que esquecer toda a ofensa, mais ainda: esforça-te por pensar bem do maior inimigo.

A tua alma é um templo que jamais deve ser profanado pelo ódio. Todos os grandes seres deixaram-se guiar por essa suave voz interior. No entanto não te falará logo, tens que preparar-te por um tempo; destruir as supostas capas de velhos hábitos, pensamentos, e erros que pesam sobre o teu espírito, que é divino e perfeito em si, mas impotente pelo imperfeito do veículo que lhe ofereces hoje para manifestar-se. A carne é fraca.


5. Deves recolher-te todos os dias onde ninguém te possa perturbar, nem mesmo por meia hora, sentar-te o mais comodamente possível com os olhos meio fechados e não pensar em nada.
Isto fortifica energeticamente o cérebro e o espírito e te porá em contato com as boas influências, neste estado de recolhimento e silêncio, acontece ocorrer por vezes idéias luminosas, susceptíveis de mudar toda uma existência. Com tempo todos os problemas que se apresentam serão resolvidos vitoriosamente por uma voz interior que te guiará em tais instantes de silêncio, a só com a tua consciência. Esse é o daimon que falava Sócrates.


6. Deves guardar absoluto silêncio de todos os teus assuntos pessoais.

Absteres-te, como se tivesses feito julgamento solene, de dizer aos outros, ainda que sejam os teus mais íntimos, tudo o que pensas, ouças, saibas, aprendas, suspeitas ou descubras. Por um tempo alargado deverás ser como uma casa cercada ou um jardim selado. É regra de suma importância.

7. Jamais temas os homens nem te inspire sobressalto o dia de amanhã.

Tem a tua alma forte e limpa e tudo te sairá bem. Jamais só nem débil, porque há detrás de ti exércitos poderosos, que não imaginas nem em sonhos. Se elevas o teu espírito não existirá mal que te possa tocar. O único inimigo a quem deves temer é a ti mesmo.


O medo e a desconfiança no futuro são mães funestas de todos os fracassos, atraem as más influências e com elas o desastre. Se estudas atentamente as pessoas de boa sorte, verás que intuitivamente, observam grande parte das regras que antecedem. Muitas das que chegam a grande riqueza, é certo que não são de todo boas pessoas, no sentido reto, no entanto possuem muitas virtudes que em cima se mencionam.


Por outro lado, a riqueza não é sinônimo de virtude; pode ser um dos fatores que a ela conduz, pelo poder que nos dá para exercer grandes e nobres obras; no entanto a virtude mais duradoura só se consegue por outros caminhos; ali onde nunca impera o antigo Satã da lenda, cujo verdadeiro nome é o egoísmo.


Jamais te queixes de nada, domina os teus sentidos; foge tanto da humildade como da vaidade. A humildade te tirará forças e a vaidade é tão nociva, que é como se dissesse-mos: pecado mortal contra o espírito santo.

 

Escrito por Vado às 11h41
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